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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Dois ouvidos para ouvir, uma boca para falar!

             

“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nelas estão escritas; porque o tempo está próximo.” Ap 1.3 ACF

                O livro de Apocalipse sem dúvidas é um dos livros mais discutidos, onde encontramos mais controvérsias, onde também algumas pessoas o encaram com medo, espanto e talvez evitem falar sobre o assunto, por se assustarem com a ideia do “fim do mundo”
                Para os cristão este livro deve ser encarado como uma carta de Deus para nós onde mais uma vez Ele reafirma a Sua promessa de salvação e restauração de toda sua criação. Nele nos confortamos, pois este livro nos mostra o quanto as coisas são passageiras, e nos motiva a perseguirmos sempre em frente com Cristo, pois a promessa é de que Ele “nos enxugará dos olhos toda a lagrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” Ap 21.4
                Mas no texto de hoje não quero me referir as coisas futuras, mas ao passado. O livro de Apocalipse nos faz de certa forma viajar no tempo, por nos fazer voltarmos as origens onde o escritor e apóstolo João, inspirado pelo Espírito, em sua literatura utiliza simbolismos já representados no Antigo Testamento _ especialmente nos livros de Ezequiel, Daniel e Zacarias_  , dá conselhos as igrejas da época que se aplicam  nos dias de hoje, mostrando que ele abrange também o nosso presente e ainda nos revela a glória futura. Ou seja, o livro de Apocalipse assim como toda a Bíblia é um livro atemporal.
                Mas fitando os olhos apenas no versículo chave já exposto inicialmente (Ap 1.3), quero manter minhas palavras sobre o que este texto nos revela da breve história dos cristãos no passado e concluir de como o exemplo deles se aplicam em nos dias de hoje.
                Como vimos o livro de Apocalipse pode ser muitas das vezes encarado como uma literatura difícil, por apresentar diversas simbologias em sua escrita. Com isso devemos sempre estarmos atentos ao que lemos, pois ele nos revela tanto as coisas que estão claras e bem explicitas, como coisas não tão claras, exigindo de nós maior esforço, atenção para melhor entendimento.
                Vemos que a história da igreja e do povo de Deus foi marcada por várias perseguições, mencionadas algumas vezes nos registros bíblicos (Ap 1.9; 2.9,13). Os cristãos ainda não tinham a Bíblia em mãos como temos hoje, e os ensinamentos eram através de cartas que era passado de igreja para igreja e algumas dessas hoje preservadas por Deus fazem parte do Cânon, ou seja, a Escritura Sagrada, Bíblia. Lembrando que o povo não se reunia em uma congregação ou lugar físico específico, mas muitas das vezes em casas, cemitérios, cavernas e tudo isso era por causa da perseguições que existiam na época
                Se analisarmos o texto de Ap 1.3 de uma tradução da Bíblia em uma versão mais fiel a original como a Almeida Corrigida Fiel (ACF), e até mesmo a versão Revista e Corrigida, encontramos uma pluralidade que muitas vezes nos passam despercebidas, veja:
“Bem-aventurado aquele que lê, e os [aqueles]* que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nelas estão escritas; porque o tempo está próximo.” Ap 1.3 ACF
Vemos que a bem aventurança se abrange tanto para “aquele que lê” no singular, tanto para “os que ouvem” no plural. Tal afirmação mostra como a nossa percepção como ouvintes das escrituras deve ser sempre trabalhada.
Na antiguidade as cartas que chegavam as igrejas eram lidas e nem sempre eram arquivadas, pois deveriam ser passadas para outros cristãos de outros lugares. Entende-se que uma pessoa as liam para congregação, onde esta deveria absorver ao máximo as palavras nelas contidas pois talvez não mais teriam contato com a carta recebida.
O ato de ouvir, entender e aplicar ao coração sempre foi mencionado nas Escrituras: “QUEM TEM OUVIDOS PARA OUVIR OUÇA” - Mt 11.15, Ap 2.7,11, 2; 3.6, 13,22. E ainda “De sorte a fé vem pelo ouvir e o ouvir pela palavra de Deus.” RM 10.17; e outros demais exemplos.
A audição daqueles cristãos deveriam estar sempre atenta ao que era ensinado através das cartas, assim como a nossa hoje deve sempre estar atenta a voz de Deus. Ouvimos a voz do Senhor através das palavras que temos em mãos, onde devemos também sempre estar espertos e aptos para identificarmos aquilo que Ele quer falar até mesmo diante dos textos mais obscuros.
Com a luz da própria Bíblia devemos clarear nossa mente diante daquilo que muitas vezes é encarado como difícil e obscuro e assim a cada dia descobrirmos mais e mais das promessas feita pelo Senhor e contidas na nossa Bíblia. Que Deus nos abençoe e auxilie nesta árdua tarefa.  




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